A Fonte do Squirt

Criamos a Fonte do Squirt com um objetivo simples: desmistificar e explicar, de forma clara e divertida, o que é e de onde vem.

A proposta é interativa. Ao encontrar a zona G no dispositivo, você ativa a fonte e descobre, na prática, como tudo funciona. A ideia é transformar curiosidade em experiência.

 

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Confira as informações completas com a @fisiogiovannagabriela que explica o segredo do Squirt com estudos científicos.

 

"O médico e pesquisador holandês Pek van Andel sempre foi fascinado pela curiosidade científica. Em um momento em que as máquinas de ressonância magnética ainda estavam começando a ser usadas para estudar o corpo humano em funcionamento, ele teve uma ideia ousada: se já era possível observar estruturas do corpo em movimento, talvez também fosse possível entender o que realmente acontece dentro do corpo durante uma relação sexual.

Em 1999, essa curiosidade científica resultou em um estudo publicado no British Medical Journal (BMJ). Pela primeira vez na história, pesquisadores utilizaram ressonância magnética para visualizar, em tempo real, a anatomia do corpo durante a excitação e a relação sexual.

As imagens revelaram detalhes impressionantes da dinâmica pélvica. Entre eles, uma observação curiosa: a bexiga podia se encher durante o processo de excitação sexual, mesmo quando havia sido esvaziada antes do exame.

Esse achado ajudou a levantar hipóteses importantes sobre um fenômeno que sempre gerou muitas dúvidas: a ejaculação feminina, também conhecida como squirting.

Hoje, pesquisadores e educadores da área, como Gustavo Fernando Sutter Latorre, ajudaram a esclarecer melhor esse mecanismo. Latorre é fisioterapeuta pélvico, mestre em dor genital feminina, doutor em medicina e doutor em educação, além de ser um dos grandes nomes da fisioterapia pélvica no Brasil.

De forma didática, ele explica que durante a excitação sexual o útero se eleva dentro da pelve, alterando a posição das estruturas ao redor. Esse movimento pode favorecer o enchimento da bexiga. Quando ocorre o orgasmo, as contrações intensas da musculatura pélvica e da própria bexiga podem expulsar esse líquido pela uretra.

Assim, o que hoje chamamos de squirting, corresponde à liberação de conteúdo vesical durante o orgasmo, algo que por muito tempo foi envolto em mitos e especulações, mas que começou a ser compreendido graças à tecnologia de imagem e ao avanço das pesquisas em fisiologia sexual.

Curiosamente, a ideia do estudo também nasceu de uma inspiração histórica. Pek van Andel recordou-se de um famoso desenho de Leonardo da Vinci, feito no século XV, em que o artista tentava imaginar como os órgãos se posicionavam dentro do corpo durante a relação sexual. Aquela ilustração era apenas uma hipótese anatômica baseada em observação e imaginação. Van Andel então teve um insight: se Leonardo da Vinci tentou imaginar isso há 500 anos, talvez a tecnologia moderna finalmente pudesse mostrar como realmente acontece. Foi essa curiosidade que o levou a utilizar a ressonância magnética para observar, pela primeira vez, o que acontece dentro da pelve durante o ato sexual."

 

 

O link do estudo: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC28302/

 



Explicação Original Gustavo Latorre

 

Ouça o episódio CLITCAST sobre Squirt

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